Livros recomendados
Educação Infantil Antologia de Poesia Brasileira para crianças Este livro de valor inestimável apresenta preciosidades selecionadas da obra para crianças de alguns dos maiores poetas brasileiros. Enriquecida pelas ilustrações, esta antologia vai proporcionar momentos inesquecíveis de encanto e fantasia para toda a família.
Ensino Fundamental - 1ª a 4ª série A fada que tinha idéias Autora:Fernanda Lopes de Almeida Muitos críticos de literatura costumam afirmar que os livros importantes permanecem sempre atuais por independerem do contexto e do momento em que foram criados. A obra A fada que tinha idéias, de Fernanda Lopes de Almeida, vem corroborar essa tese. Não é exagero afirmar que se trata de um livro maravilhoso. Destinado às crianças, causa alegria e prazer aos leitores de todas as idades. No enredo, uma fadinha, Clara Luz, não se cansa de exercer as habilidades de um ser de muita curiosidade benigna e criatividade incessante. Ela torna alegre e surpreendente a sua e a vida de todos que a rodeiam. Clara Luz é aliada da verdade, da insubmissão – com causa – e da inspiração que resulta em beleza, a cada toque de sua varinha de condão. A fada inovadora faz chover colorido; prepara iguarias, como os bolinhos de luz; convence sua professora de Horizontologia a conhecer de perto os horizontes novos que anseia revelar. Mas Clara Luz faz mais, muito mais. A protagonista de A fada que tinha idéias é também, simbolicamente, porta-voz do antiautoritarismo: seja por não se ater às obrigatórias receitas de mágica do Livro das Fadas, seja por nunca temer a rabugenta Rainha das Fadas, que tratava suas súditas com rédea curta. A própria autora escreveu o livro originalmente num período em que o manto da ditadura militar encobria a realidade brasileira. Naquela época, uma delicada fadinha como Clara Luz podia ser acusada de subversiva e até mesmo encarcerada. A fada que tinha idéias foi publicada em 1971. Agora, em sua 27ª edição, ficou, nas palavras da autora, “muito bonita, mais colorida ainda, portanto mais parecida com o mundo de Clara Luz, que é um mundo de alegria”. A fadinha não faz por menos: transforma positivamente o reinado que habita e inunda de felicidade o coração de seus admiradores. Ensino Fundamental - 5ª a 8ª série Dom Quixote em HQ Cada vez mais, as histórias em quadrinhos (HQs) assumem estatuto de obra de arte e ganham lugar de prestígio nas prateleiras das livrarias brasileiras. Quando se trata de adaptação de clássicos da literatura universal então, a constatação é ainda maior. E a inglesa Marcia Williams encabeça a lista dos autores mais procurados: é uma das poucas quadrinhistas que faz adaptações para o público infanto-juvenil, sabendo extrair o melhor do conteúdo do texto original, sem negligenciar a qualidade literária. E tudo isso pautado por uma rica produção gráfica e artística e por um estilo inconfundível. Depois de adaptar para os quadrinhos, numa edição impecável, as mais famosas peças do bardo inglês nos volumes Sr. William Shakespeare Teatro e Bravo, Sr. William Shakespeare, Marcia Williams aporta de novo no Brasil pelas mãos da Ática. A bola da vez agora é a obra-prima Dom Quixote, que há exatos 400 anos vem conquistando o mundo e encantando leitores de todas as idades – e tem tudo para continuar com a fama. A adaptação de Marcia Williams faz reviver toda a genialidade e hilariedade do romance satírico, que conta a bem-humorada história de um fidalgo espanhol que adora as narrativas de cavalaria. Ele então decide se tornar um cavaleiro errante. Sua armadura é de sucata e papelão; seu cavalo, um decrépito pangaré. Acompanhado de seu fiel escudeiro Sancho Pança, um ingênuo lavrador, e se auto-intitulando Dom Quixote de La Mancha, o nosso herói confunde a realidade com as histórias dos livros, e sai pelo mundo em busca de aventuras. O nobre e patético Quixote enfrenta situações supostamente perigosas e ridículas, imaginando gigantes em rodas d’água, ajudando criminosos a fugirem, pensando estar libertando escravos, e outras sandices quixotescas.
Professores Olga
Judia e comunista militante, a alemã Olga Benario Prestes apaixonou-se pelo líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes quando foi escolhida pelo Comintern para acompanhá-lo em uma viagem. Os dois chegam já casados ao Rio de Janeiro, em 1935, dispostos a liderar um levante comunista. Mas acabam presos e ela, grávida, é mandada pelo governo Getúlio Vargas de volta para a Alemanha. Em 1942 ela morre em uma câmara de gás de um campo de concentração. Traduzido em diversos países, "Olga" é o relato da trágica vida de uma mulher que assumiu suas convicções políticas, viveu aventuras e tentou mudar o mundo numa época em que as ideologias estavam em primeiro plano. Uma biografia escrita com força e delicadeza por Fernando Morais, em 1985.
Pais Feliz ano velho Marcelo Rubens Paiva certa vez declarou: "Meus romances falam do passado". Nenhum mais do que "Feliz ano velho", autobiografia do escritor. Marcelo terminou este livro em dezembro de 1980, um ano depois de ter pulado de uma pedra em um lago raso demais e batido com a cabeça. Ficou tetraplégico. "É difícil entender por que um rapaz de vinte anos fica paralisado depois de um mergulho mal dado", comenta. Ele tenta então entender contando essa história, escrita em meio a desespero e redescobertas. Um livro que inclui ainda as memórias do menino que perdeu o pai, o deputado federal Rubens Paiva, aos doze anos, assassinado durante a ditadura. "Feliz ano velho" faz um sucesso estrondoso com o público jovem e se tornou peça de teatro e filme estrelado por Marcos Breda e Malu Mader. Confira outras indicações de leitura: O Planeta Lilás/ Fábulas do amor distante/ Meninos do Mangue/ O vôo da madrugada/ Mongólia
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