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Entrevista com José Colucci Jr.
Por José Carlos Antonio      Atualizado em 8/11/2004  

Esse número do Zoom traz uma entrevista com o engenheiro e doutor em engenharia biomédica José Colucci Jr., que atualmente mora e trabalha nos EUA (Boston), mas que nem por isso deixa de participar ativamente da defesa do ensino de ciências nas escolas brasileiras e, bem por isso, publica regularmente artigos sobre ciência na mídia brasileira.

Recentemente um artigo seu focalizou outros dois artigos publicados pelo filósofo Olavo de Carvalho e a questão do ensino do criacionismo que está sendo implantado nas escolas públicas do Rio de Janeiro pelo casal Garotinho. Diante da polêmica ainda em andamento sobre o tema e do debate entre Colucci e Olavo de Carvalho, o Zoom resolveu entrevistar o doutor Colucci a fim de trazer para seus leitores, alunos e professores, uma reflexão sobre a “questão do ensino do criacionismo nas escolas públicas”.

José Colucci Jr. é engenheiro mecânico pela Unicamp, mestre em Desenho Industrial pela USP, fez um segundo mestrado e posterior doutorado em Engenharia Biomédica (USP e University of Illinois). Foi professor da FAUUSP por 15 anos na área de metodologia de projeto e professor visitante da University of Illinois. Viveu no Canadá, onde foi Vice-President of Research & Development da Input Technologies Inc. Mora hoje em Boston,  EUA, e trabalha na IDEO (www.ideo.com), onde não existem títulos ou cargos. Escreve artigos sobre ciência e ceticismo para a imprensa brasileira. Toca violão clássico e popular. Esqueceu a idade, mas ainda se lembra vagamente do Vigilante Rodoviário na TV Tupi. Só que era bem, bem pequeno. Casado há 23 anos com uma bióloga, pesquisadora na área de biotecnologia, tem uma filha de treze anos (autora da foto do entrevistado).

ZOOM: Recentemente os EUA reintroduziram o ensino do criacionismo em alguns de seus estados e, ainda mais recentemente, a governadora do Rio de Janeiro defendeu a mesma medida para as escolas do seu estado. O Sr. publicou uma matéria no Observatório da Imprensa (links na seção “Para consultar na Internet”) abordando o assunto e criticando dois artigos do filósofo Olavo de Carvalho que o Sr. julga serem defesas do criacionismo. O que o motivou a escrever essa matéria e essa crítica: externar sua posição evolucionista a respeito do assunto ou o Sr. vê algum “perigo real” na postura da governadora e na “defesa” do criacionismo por um filósofo conhecido?

Colucci: Antes, uma pequena correção: nenhum estado americano reintroduziu oficialmente o criacionismo no currículo da escola pública. Houve tentativas em alguns estados americanos de ensinar o chamado “Design Inteligente”, que no fundo é o velho criacionismo em nova embalagem. Os criacionistas foram derrotados em todas as batalhas legais que travaram. Acertadamente, os tribunais americanos decidiram que criacionismo é religião, e não ciência, e religião não pode ser ensinada com dinheiro público. A Primeira Emenda da Constituição Americana, que determina a separação entre a Igreja e o Estado, proíbe isso. É claro que a medida não evita que professores religiosos influenciem a percepção dos alunos ou, o que é mais comum, evitem falar da teoria da evolução para evitar conflitos.

Apesar das derrotas nos EUA, os criacionistas colheram vitórias onde não esperavam – no resto do mundo. Depois desse barulho todo, o movimento criacionista organizado popularizou-se em países onde quase não tinha seguidores como a Inglaterra, Alemanha e, agora, o Brasil.

Meus artigos contra o criacionismo manifestam a minha indignação pela apatia da comunidade intelectual e acadêmica brasileira a respeito do assunto. A oposição à iniciativa da governadora Rosinha Garotinho e da bancada evangélica do Rio de Janeiro de estabelecer aulas de religião pagas pelo dinheiro do contribuinte foi débil. Uns poucos artigos na imprensa, umas poucas vozes, nenhum movimento organizado a favor da ciência e da racionalidade. Quem não estava atento sequer percebeu. Minha polêmica com o filósofo Olavo de Carvalho não tem relação com isso, mas os argumentos antidarwinistas dele acabam dando força ao criacionismo.

ZOOM: O Sr. vê algum problema em se ensinar a “teoria” criacionista nas escolas como parte do programa de conteúdos de ciências, acha que isso deveria ser abordado na área de ensino religioso, que nem deveria ser ensinado ou tem ainda uma outra possibilidade em mente? Enfim, na sua opinião, qual é o problema com a teoria criacionista e com seu ensino nas escolas?

Colucci: A religião é uma herança cultural humana e, como tal, deve ser ensinada sob o enfoque cultural e antropológico, como queria Darcy Ribeiro. Seria proveitoso se as crianças, em vez de serem expostas somente à religião que seus pais escolheram para elas, estudassem as várias crenças e deuses criados pelos homens – do animismo xamânico de nossos indígenas às religiões abraâmicas, passando pelas religiões sem Deus, como o budismo. O criacionismo, como fundamentalismo contemporâneo, deve ser estudado pela antropologia ou psicologia social, não pela ciência. Esse estudo seria uma vacina contra a doutrinação cega. Em vez disso o que temos é o ensino religioso confessional pago com o seu dinheiro e o meu (ainda pago IR no Brasil), porque, vamos repetir para que ninguém tenha dúvida, criacionismo é religião.

ZOOM: Independentemente do que a escola tenha ensinado ou não até agora, a grande verdade é que a maioria das pessoas, pelo menos no Brasil, parecem ser criacionistas. A que o Sr. acha que isso se deva, já que o criacionismo não é ensinado ainda nas escolas e, segundo o Sr., o evolucionismo é melhor?

Colucci: A maioria das pessoas não é criacionista, é ignorante em ciências. Como nunca pensaram sobre o assunto, tudo o que sabem a respeito das origens é o que aprenderam no catecismo. A melhor cura para os fundamentalismos é o ensino da ciência e, principalmente, do método científico. É incrível que muita gente que recebeu o benefício de uma educação superior ignore fatos básicos sobre o mundo que as cerca.

A evolução deve ser ensinada porque é ciência, independentemente de preferirmos ter sido feitos à imagem e semelhança do Criador ou ter um ancestral em comum com os chimpanzés. Ciência não é questão de opinião. A evolução dever ser ensinada porque há um corpo enorme de evidências experimentais para ela, porque faz previsões verificáveis, porque apresenta uma coerência interna notável. Quem é criacionista deveria recusar os tratamentos da medicina moderna, já que grande parte das drogas de última geração envolve o conhecimento da evolução em sua elaboração ou teste.

ZOOM: Em termos práticos, isto é, para a vida comum das pessoas, qual é a importância que o Sr. vê em se optar pela teoria da evolução ou por uma das teorias criacionistas? Em que isso pode afetar a “vida prática” das pessoas?

Colucci: À primeira vista pode parecer que a discussão criacionismo versus evolução não tem importância, especialmente quando há problemas mais graves que afetam a vida de todos nós. Para entender o que está em jogo seria interessante examinar a estratégia de Phillip Johnson, o criador do movimento do “Design Inteligente” americano. Johnson, que é advogado, chama essa estratégia de “wedge”, que significa  “cunha” em inglês. O objetivo é introduzir a ponta da cunha – seja através de aulas de criacionismo na escola, nos livros didáticos etc. – para depois entrar com o resto da agenda fundamentalista. Segundo essa turma, a crença em Deus criador deve influenciar todos os afazeres humanos. Com exceção dos fanáticos religiosos, não acredito que haja muita gente que gostaria de viver em um mundo projetado por eles. Os exemplos desse tipo de sociedade existem: o Afeganistão do Talibã, o Irã dos Aiatolás, a Europa do tempo da Inquisição e, em muitíssimo menor grau, os estados do chamado Bible Belt americano. Para os leitores brasileiros, talvez seja preciso dizer que o chamado Bible Belt é uma região dos EUA sem delimitação geográfica precisa em que os Batistas do Sul (Southern Baptists) e outras seitas protestantes fundamentalistas são dominantes. Geralmente compreende os estados de Lousiana, Mississipi, Alabama e Tenesse. Às vezes se acrescentam partes do Texas, Kansas e o Norte da Flórida. É um lugar onde a religião permeia praticamente todas as atividades humanas e freqüentemente uma conversa começa com a pergunta: “Você aceita Jesus Cristo em sua vida?”.

ZOOM: Ainda pensando em termos práticos, em linhas gerais quais foram as grandes contribuições da teoria criacionista e da teoria evolucionista para o progresso da humanidade?

Colucci: Em determinado momento histórico o criacionismo era uma teoria científica respeitável. As idéias mais aceitas eram as de Cuvier, curador do Museu de História Natural de Paris e um dos fundadores da paleontologia moderna.Cuvier conhecia bem a distribuição dos fósseis nas várias camadas geológicas e tinha acesso a uma coleção imensa de esqueletos de animais, mas a sua visão das espécies era criacionista. Para ele, tanto os animais extintos como os atuais foram criados como são pelo Criador. Embora já existissem hipóteses evolucionistas pré-darwinistas na época, Cuvier não via nelas argumentos suficientes para abandonar a sua crença de que os “modelos” naturais são eternos e imutáveis. Era um aristotélico. Cuvier morreu antes de Darwin publicar a sua obra, mas seu pensamento influenciou gerações subseqüentes de naturalistas. Mesmo após Darwin, não se pode falar propriamente de uma única teoria da evolução, pois havia outras. A questão só foi esclarecida completamente por  volta de 1940, com a chamada “Síntese Moderna” ou neodarwinismo, que examinou a teoria da evolução de Darwin à luz de descobertas da genética. A partir daí as evidências para a evolução se acumularam tão rapidamente, as peças se encaixaram tão bem, que, a menos que novos fatos sejam descobertos, a única razão para não aceitar o darwinismo é o fanatismo religioso.

Essa digressão serve para mostrar que ambas as teorias, no passado o criacionismo de Cuvier, e hoje a evolução de Darwin e dos pioneiros da síntese moderna, como Fisher, Haldane e Mayr, contribuíram para o progresso do conhecimento. Sempre que uma teoria científica é substituída por outra que se ajuste melhor aos fatos e tenha maior poder preditivo há pessoas que se recusam a aceitá-la e se apegam de maneira irracional ao passado. O que antes era ciência vira pseudociência. Não são apenas os criacionistas. Ainda hoje há gente que não acredita que a Terra seja redonda, gente que acha que a Terra tem apenas 6000 anos, gente que não aceita a relatividade de Einstein ou a física quântica.

O grande evolucionista Dobzhansky, por sinal um homem religioso, disse que “nada em Biologia faz sentido exceto à luz da evolução”. A evolução, ou melhor, o pensamento evolutivo neodarwinista, permitiu avanços imensos em agricultura, criação de animais, produção de remédios e vacinas. Para ficar num só exemplo, a insulina da qual diabéticos no mundo todo dependem para continuar vivos é produzida hoje pela manipulação genética da bactéria E. Coli. No futuro próximo a terapia dos genes – baseada nos conhecimentos trazidos pelo estudo de genética evolutiva – poderá até curar definitivamente o diabetes, dispensando o uso de insulina injetável.

Não tem sentido falar da contribuição do criacionismo porque, a rigor, ela não trouxe nenhuma. A pseudociência em nada pode contribuir para o progresso científico e tecnológico. Seria o mesmo que falar da contribuição da teoria da Terra plana para a navegação marítima.

ZOOM: Se ensinarmos em nossas escolas que a teoria criacionista é a mais correta, ou tão correta quanto a teoria evolucionista, isso exigiria que os cientistas fossem coerentes e deixassem de lado a teoria evolucionista ou dispensassem recursos iguais para o desenvolvimento da teoria criacionista. Isso é possível? E, se fosse, qual seria o impacto disso para a ciência?

Colucci: Os critérios de validade para uma teoria científica são a comprovação experimental e o poder preditivo. Qualquer teoria científica pode ser abandonada à luz de novos fatos, de idéias que expliquem melhor os fatos conhecidos ou que façam previsões mais precisas. Uma teoria científica deve poder ser falseada, isto é, devem sempre existir experimentos e fatos que, se comprovados, demonstrem que é falsa. A ciência avança corrigindo-se a si mesma. Se surgir uma teoria que explique melhor a origem das espécies do que síntese moderna neodarwinista, esta deverá ser abandonada em favor da daquela. Infelizmente, para os criacionistas, o darwinismo está entre as teorias mais fortes e duradouras da história da ciência. E nada indica que será derrubado tão cedo.

Investir recursos no ensino do criacionismo é o mesmo que sustentar a religião de uma minoria com o dinheiro da maioria. O criacionismo não produz hipóteses que possam ser demonstradas. O criacionismo não é capaz de descrever um único experimento que comprovaria o mecanismo da criação. O criacionismo não é capaz de fazer uma única previsão verificável. A biblioteca criacionista poderia ter um único livro: a bíblia.

ZOOM: Como resultado da publicação do seu artigo no Observatório da Imprensa, o Sr. se viu metido em um debate polêmico e áspero com o filósofo Olavo de Carvalho que, apesar de não se declarar nem evolucionista nem criacionista, tem defendido a bandeira do criacionismo e atacado o evolucionismo. Independentemente da questão “particular” entre vocês dois, questão esta que ainda está se desenrolando, como o Sr. vê o fato de que muitas pessoas com status e projeção no mundo acadêmico defendam o criacionismo? A que se deveria isso, na sua opinião?

Colucci: Na verdade o Olavo de Carvalho é um caso isolado. Não há indícios de que pertença a uma religião ou movimento criacionista organizado, como, por exemplo, os adventistas. Discordo da afirmação de que tenha projeção no mundo acadêmico. Pelo contrário, ele é autodidata e antiacadêmico, embora dê aulas numa universidade. No mundo acadêmico brasileiro, e aqui penso nas poucas instituições que produzem conhecimento no Brasil, ele não é levado a sério. Adquiriu projeção em determinados círculos mais por sua posição política e religiosa do que pela originalidade de suas idéias.

O fato de o criacionismo organizado cooptar umas poucas pessoas do meio acadêmico – mais nos EUA e menos no Brasil –  faz parte da estratégia do “wedge” ou cunha, que acabou se espalhando pelo mundo. Jovens religiosos são encorajados a buscar uma carreira em ciência para propagar a verdadeira “ciência” baseada na bíblia. Isto é, partem da conclusão para chegar à hipótese. Uns poucos chegam a se formar. Acredito que a academia esteja devidamente vacinada contra isso. O perigo é quando grupos religiosos começam a influenciar a política de educação e as leis em geral, como ocorreu no Rio de Janeiro. Os fanáticos religiosos estão entre os grandes inimigos do espírito humano.

ZOOM: As teorias criacionistas mais modernas apregoam que a evolução das espécies não nega a criação original e que, muito pelo contrário, a evolução seria uma decorrência dessa criação original, onde o criador teria estabelecido as “regras” para a evolução no mesmo momento em que criou o universo e os seres vivos. Como o Sr. vê isso?

Colucci: Essa é a visão do Vaticano e dos ramos tradicionais do protestantismo. O Papa João Paulo II disse que “teorias da evolução que considerem que a mente surja das forças da matéria viva são incompatíveis com a verdade sobre o homem”. A definição de verdade, claro, é o que o Papa diz ser verdade. Surpreendentemente, muitos cientistas adotam a mesma posição. Isso exige uma capacidade notável de conviver com a contradição. Wallace, co-descobridor da evolução era religioso. Dobzhansky rezava todas as noites. Para citar um exemplo mais recente, o diretor do projeto genôma humano, Francis Collins, é um homem bastante religioso.

Muitos cientistas têm um certo pudor de extrapolar claramente as conseqüências lógicas da teoria da evolução. Acho isso uma manifestação de fraqueza intelectual. Do ponto de vista estritamente científico, a evolução nada nos diz sobre a existência ou não de Deus, mas, sem dúvida, joga-o para bem longe de onde a bíblia o colocou. Segundo a evolução, tanto o surgimento da vida quanto o da inteligência humana são explicáveis por mecanimos naturais, sem a necessidade da intervenção de um demiurgo.

ZOOM: Os alunos do ensino médio estarão em breve prestando os exames vestibulares do final do ano e muitos optarão pela carreira de ciências biológicas ou de saúde. Para esses alunos a teoria criacionista pouco ajudará, visto que não faz nem parte do programa exigido pelos vestibulares. Mesmo assim muitos deles, por razões religiosas, “crêem mais” na teoria criacionista do que na teoria evolucionista. O que o Sr. diria para esses alunos sobre a importância da teoria evolucionista independentemente de credo religioso?

Colucci: Religião é uma questão de foro íntimo. Eu posso acreditar no deus que quiser, ou em nenhum deus. A constituição brasileira me garante não só a liberdade de religião, mas também de posição filosófica. Ao tornar-me um cientista, eu tenho que deixar de lado as minhas crenças pessoais e ater-me aos fatos. Isso é difícil mas não é impossível. Cuvier, o naturalista que citei anteriormente, foi um bom cientista. Embora tivesse razões sociais e religiosas para defender as suas posições, sua rejeição das teorias de evolução pré-darwinianas baseava-se em razões científicas. Depois de Darwin, ficou impossível fazer isso sem pisotear a razão.

Acredito que em uma sociedade democrática e secular, como as do Ocidente, qualquer imposição da religião em assuntos onde ela não caiba deve ser combatida. Isso vale para médicos espíritas, cientistas criacionistas, juízes de direito evangélicos e jogadores de futebol que tiram a camisa da seleção brasileira para mostrar a propaganda do “Jesus te ama”. Estes últimos me deixaram particularmente irritados. Foram para a copa com o dinheiro sofrido do nosso povo para representar o Brasil, e não para fazer proselitismo religioso.

ZOOM: Para finalizar, gostaríamos de saber o que levou o Sr. a assumir essa postura crítica, publicar artigos defendendo o evolucionismo, comprar briga com filósofos e “estudar” essa questão com uma profundidade bem maior do que geralmente se esperaria de um engenheiro?

Colucci: A postura crítica é efeito colateral do meu amor à ciência, e não apenas ao evolucionismo. Penso que existe um risco grande de retrocesso no racionalismo tão duramente conquistado pelo Ocidente. A ciência trouxe enormes benefícios para a humanidade.Quanto à evolução, eu acho que, ao contrário do que dizem os religiosos fundamentalistas, o seu estudo amplia os nossos horizontes filosóficos. A evolução mostra que somos parte de um contínuo natural. Mostra que não somos substancialmente diferentes dos animais irracionais e que a vida é um evento tão raro que deve ser respeitada. Os religiosos perguntam: De onde vem a consciência humana? A resposta evolucionista é: Vem da consciência animal. Entre nós e os primatas a diferença é quantitativa. Nesse sentido, a evolução nos dá uma lição de humildade.O estudo da ciência nos revela a beleza do universo e traz um sentido à existência que não depende da crença no supernatural.

ZOOM: O Sr. tem certeza de que não queria ser biólogo? J

Colucci: Sou casado há 23 com uma bióloga e, quando namorávamos, assisti de carona muitas aulas do curso de biologia da Unicamp. Suas amigas brincavam dizendo que eu também deveria receber o diploma, pois tinha mais horas de curso do que muitos alunos. Mas optei pela engenharia e adoro o que faço, principalmente a interface entre a física, a biologia e os fatores humanos que são vitais na minha área – o projeto de equipamentos médicos.

Para consultar na Internet

Artigos de Olavo de Carvalho que iniciaram a polêmica com o Dr. Colucci

http://www.olavodecarvalho.org/semana/040506jt.htm
http://www.olavodecarvalho.org/semana/040626globo.htm
http://www.olavodecarvalho.org/semana/040710globo.htm

Primeiro artigo de Colucci

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286OFC002

Réplicas de Olavo de Carvalho

http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2562 – 1ª parte

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=293OFC002 – 2ª parte

Tréplica de Colucci

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=297OFC002




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